10 de março de 2007

Swiftfox - exemplo de liberdade

Ontem instalei o SwiftFox - é uma versão otimizada do Firefox para Debian e para determinados processadores. Fiz a instalação sem muito entusiasmo pois achei que a melhora de performance não seria muito notável. Ledo Engano!!!



O versão otimizada para o meu processador (Athlon XP) ficou muito mais rápido que o Firefox que vem com o Ubuntu. A diferença é gritante. O interessante é que eles têm versões para Pentium M, Athlon 64, Duron e até K6-2!!!



Para instala-lo, não poderia ser mais fácil. Clique na versão do seu processador que o pacote é baixado. A partir daí é só dar duplo-clique sobre o arquivo, entrar com a senha de root que o Ubuntu se encarrega do resto.



Entretanto, o grande barato disso não é a versão específica para o Firefox mas a capacidade que a comunidade está conseguindo se mobilizar para lançar cada vez versões diferentes do sistema cada vez mais otimizada para a situação do usuário. Se isso não é o foco no usuário, eu não sei o que é...



Por exemplo, será que seria impossível que a Microsoft fizesse uma versão otimizado do Office para Athlon XP?? Claro que não é! Mas para que facilitar a vida do usuário??



Falando nisso, vou catar uma versão otimizada do OpenOffice para o meu processador - quem sabe eu não acho? E isso tudo porque eu tenho preguiça de compilar os fontes!!!



Aliás, já que estamos falando de preguiça: veja o projeto Klik que permite instalar softwares no Linux com um clique apenas independente da distribuição ou de qq outro detalhe. A base de programas que permitem esse tipo de instalação ainda é pequena mas a idéia parece ser interessante.



Instalei o Picasa por ele e realmente só bastou um clique. Melhor que isso só quando eu pensar em instalar um software e o Ubuntu adivinhar...





powered by performancing firefox

19 de fevereiro de 2007

Vantagens do Ubuntu sobre o Windows

Tenho usado o Ubuntu há aproximadamente 2 anos e várias versões de Linux a mais de 4 anos. O objetivo inicial era substituir o MS-Windows o quanto antes. A prática me mostrou que tal tarefa não seria fácil de ser atingida. Muitos utilitários não se mostraram satisfatórios ou simplesmente os fabricantes/sites não davam a mínima para padrões abertos (leia-se Unibanco, Globo.com, Sony, etc) e por isso tive que manter uma cópia do Windows ativa.



Quem me conhece, sabe que sou um estusiasta pelo Linux e pelo movimento de software livre em geral. Entretanto sou um cara pragmático: quando preciso de uma aplicação e acho que o MS-Windows tem recursos melhores que o Linux ou que eu vou gastar mais tempo realizando uma tarefa no Linux, eu nem penso: uso Windows. Tive que pagar caro por isso - R$500,00 (que é o preço de uma licença do Windows XP).



A comparação aqui não é entre Linux e Windows. É bem mais específica: é entre Ubuntu 6.06 e Windows XP SP2. Não posso dizer se no Fedora, Mandriva, etc a coisa é tão simples assim por isso me concentrei no Ubuntu para realizar os testes.



A primeira grande vantagem é na visualização de vídeos e DVDs: no Ubuntu, vc não precisa baixar CODECs, XODECS, BUDEGs, vasculhar quinhentos sites de download para ter os CODECS habilitados no Windows Media Player. No Ubuntu, basta rodar o EasyUbuntu e o seu sistema está pronto para rodar qualquer vídeo! E olha que eu baixo vídeos - só de uma determinada série americana que eu adoro, eu tenho aproximadamente 100Gb de vídeos em mais de 50 episódios. A parte ruim: o Globo Media Center não funciona com ele. Só no Windows - pena para a Globo que perdeu um usuário.



A segunda é no quesito Games para crianças. Games para crianças??? É meu amigo, eu tenho 3 filhos: e isso é importante para o meu dia a dia. O Ubuntu vem como uma infinidade de jogos infantis que os meus filhos ficaram doidos. Estavam acostumados aqueles joguinhos do miniclip e quando viram a quantidade de jogos que tinham disponíveis, ficaram apaixonados com o Ubuntu. Até mesmo os games mais complexos rodam bem no Linux. Para instalá-los, bastou entrar no site do Ubuntu Games que o resto foi fácil. Fiz uma estatística esse mês e vi que as crianças não usaram Windows uma única vez!!!



A terceira: Instant Messangers: o software mais tradicional para fazer o chat na internet é o

Gaim. Esse programa dá de 10 a zero nos quesitos segurança e praticidade: testei ele com todos os serviços (Yahoo, Google, MSN, etc) e ele funcionou para todos. Na verdade, a minha filha é que testou primeiro. Como eu não deixava ela usar MSN (por questões de segurança), ela mesmo testou o GAIM e aprovou! Ela tem 11 anos: precisa falar mais alguma coisa...



A quarta e final: criar CDs e DVDs. A única palavra que resume tudo que o Linux tem que o Windows não tem é:

K3b. Com ele, vc gera os seus CDs e seus DVDs com muito mais facilidade que no Windows. Esqueça aqueles aplicativos limitados que vem com o seu CD-ROM (tipo Nero, Adaptec, etc). O K3B é muito mais completo e muito mais fácil de usar que todos juntos. Instalem e experimentem e depois deixem seus comentários.



Enfim, pela primeira vez eu encontrei um sistema que tenha vantagens consideráveis sobre o Windows. Mesmo depois da chegada do Windows Vista, pelo menos pelas resenhas que tenho lido, não acho que o novo sistema tenha vantagens sobre o Ubuntu nos quesitos acima mencionados.



Quem quiser ver um outro artigo parecido com esse que saiu recentemente, veja esse comparativo entre Linux e Vista

21 de abril de 2006

Cansado de InfoExame, UOL e correlatos ?



Quem está cansado de ler na Info Exame que o CIO da empresa XPTO trocou de carro, que um novo vírus pode apagar todo o seu computador e que o mundo é redondo e é lindo, uma ótima opção é a revista eletrônica Convergência Digital.

Ela aborda questões polêmicas no mundo de TI como a possibilidade da SAP receber dinheiro público para desenvolver software, de como estão as negociações reais da TV digital e outras cositas que não aparecem na mídia tradicional. Geralmente traz estatísticas interessantes e recentes sobre o mercado de desenvolvimento de software.

A propósito, o governo José Serra tem planos de acabar com o software livre nos novos telecentros que serão implantados na cidade de São Paulo. É uma conta exdrúxula que é feita mas que, no final, os novos micros vem com software da Microsoft e com isso, sobra menos dinheiro para treinamento dos monitores (menos geração de emprego), menos computadores (menos pessoas podendo utilizar o telecentro), ou seja, com apenas a Microsoft e vá saber quem mais ganhando dinheiro...

A revista pode ser acessada em:
Convergência Digital

17 de abril de 2006

Google Calendar




Finalmente, vou falar um pouco do digital. Nada como um bom fim de semana e um churrasco na Páscoa para que as ninfas da inspiração lhe façam uma visita.

Essa semana naveguei estupefato pelo Google Calendar. É uma ferramenta sensacional!

Para usar o serviço, o usuário deve ter uma conta em qualquer serviço do Google, tal como o Orkut ou o Gmail. Não é necessário instalar nenhum software no seu computador, nem fazer nenhum registro arcano, daqueles que se pede o nome do avô ou o CPF.

Pode-se agendar compromissos de modo rápido diretamente no calendário: basta clicar no dia e uma bolha, daquelas de história em quadrinho, se abre para que vc registre o seu compromisso.

O serviço é altamente customizável e permite que se cadastre calendários diversos, um para a escola, outro para os filhos e etc. É possível programar compromissos isolados, eventos que ocorrem periodicamente, disparar e-mails para vários convidados de um evento e ser avisado, por e-mail, da ocorrência de tal compromisso com a antecipação que o usuário configurar.

Entretanto, o grande barato fica na questão do compartilhamento e da colaboração - pontos fortes da Internet. É possível compartilhar um calendário com pessoas pré-determinadas, com a sua lista de contatos ou com o mundo todo!

Em menos de uma semana de estréia do serviço, já dá para perceber a presença dos brasileiros. Eu consegui localizar com muita facilidade, calendários públicos com os jogos do Brasil na Copa e com os nossos feriados! Tudo feito pelos próprios usuários do Google Calendar!!!

Imagine um médico que, a partir do site, poderá cadastrar a sua agenda on-line e enviar mensagens para os seus pacientes e para a sua secretária ? Pois é, vejam esse caso real

Um outro ponto interessante, é que a possibilidade de importar os compromissos criados no Yahoo Calendar e no Microsoft Outlook. A Google promete futuramente importar também os dados de dispositivos móveis tal como o Palm e o Blackberry. Aí vai ser show...

Uma coisa triste entretanto é que alguns brasileiros perderão o emprego: provavelmente o serviço do Elefante.com.br não aguentará o peso da concorrência (desculpem o trocadilho). Apesar de ser um serviço beta, a interface do Calendar é muito superior ao do Elefante e tem um diferencial fortíssimo no tocante à colaboração entre os usuários, recurso que, se existe, não fica patente no site do Elefante. Além disso, o serviço do Elefante é pago enquanto o do Google será grátis.

Para utilizar o Google Calendar, utilize o link http://www.google.com/calendar e entre com o seu login do Orkut /Gmail.

Veja algumas telas do serviço:

20 de janeiro de 2006

10 regras para namorar a minha filha.



O nome do blog é fronteira digital mas, até agora, não tive muita motivação para escrever muito sobre o digital. Talvez por estar fechando um projeto bem estressante, os meus interesses quando chego em casa estão bem distantes dessa fronteira digital. Como tenho tido sentimentos estranhos, um tanto selvagens sobre acontecimentos recentes com as minhas filhas, seguem algumas regras para quem pretende namorar a minha filha - já as estou divulgando hoje para que elas sirvam para os próximos 10 anos!

Regra 1:
Se você estacionar perto da minha casa e buzinar, é bom que esteja entregando alguma encomenda porque você pode estar certo que nada irá sair da minha casa para entrar no seu carro.

Regra 2:
Não toque na minha filha na minha frente. Você pode até olhá-la contanto que não seja para nenhuma parte do corpo abaixo do pescoço. Se você não puder conter os seus olhos e mãos, eu terei que removê-las.

Regra 3:
Eu estou ciente que é fashion para garotos de sua idade vestir calças frouxas que parecem que vão cair do quadril. Por favor, não entenda isso como um insulto, mas vocês e seus amigos são uns idiotas. Como eu quero tentar ser justo e ter a mente aberta sobre esta questão, eu proponho um trato: você pode entrar na minha casa com a sua cueca aparecendo e com a sua calça 10 vezes maior que o seu número que eu não vou me importar. Entretanto, para ter certeza que a sua calça realmente não vai cair, eu irei colocar um fio elétrico energizado como cinto.

Regra 4:
Eu tenho certeza que você já aprendeu que, nos dias de hoje, sexo sem o uso de "proteção" de algum tipo pode matar você. Então deixe-me esclarecer que, em matéria de sexo, eu sou a "proteção" e eu irei MATAR você.

Regra 5:
Você deve achar que, para que possamos nos conhecer melhor, nós devemos conversar sobre esportes, política e outros assuntos do dia a dia. Por favor, não faça isso. A única informação quero de você é a que horas você irá trazer minha filha de volta para casa em segurança, e a única frase que você irá ouvir de mim sobre esse assunto é "mais cedo".

Regra 6:
Eu não tenho dúvida de que você é um cara popular, com muitas oportunidades de flertar com outras garotas. Por mim está tudo bem, contanto que a minha filha concorde. Caso contrário, uma vez que você esteja com a minha filha, você não irá se enrabichar com nenhuma outra até que a minha filha termine com você. Se ela chorar, você também vai chorar.

Regra 7:
Se você estiver na minha casa, esperando minha filha se aprontar por mais de uma hora, não se exaspere nem demonstre ansiedade. Se você quisesse chegar na hora no cinema, você não deveria estar namorando. Minha filha está colocando sua maquiagem, um processo que pode demorar mais que pintura da ponte Rio Niterói. Ao invés de ficar sentado esperando, por que você não faz algo de útil como lavar o meu carro ?

Regra 8:
Os seguintes lugares não são apropriados para namorar a minha filha: lugares onde existem camas, sofás, ou qualquer coisa mais macia que um banco de madeira. Lugares onde não tenham pais, policiais ou freiras tomando conta. Lugares que sejam escuros. Lugares onde se dance com mãos dadas e sejam alegres. Lugares quentes o bastante que façam a minha filha ter que usar pequenos shorts, tops, ou qualquer coisa diferente de um casaco ou uma jaqueta do exército (fechada até o pescoço). Filmes muito românticos ou com temas sexuais têm que ser evitados. Jogos de vôlei são uma boa pedida. A casa dos avós (com eles presentes) é sempre uma boa opção.

Regra 9:
Não minta para mim. Eu posso parecer que sou velho e antiquado. Mas em relação à minha filha, eu sou onipresente e deus do seu universo. Se eu perguntar onde vocês vão e com quem, você não tem a menor chance de não me dizer a verdade, a pura verdade e nada mais que a verdade. Eu tenho uma arma, uma pá e um quintal atrás da casa onde posso enterrar até duas pessoas. Não mexa comigo.

Regra 10:
Tenha medo. Tenha muito medo. Eu vejo muitos filmes de guerra e a qualquer momento, eu posso me imaginar no meio da Segunda Guerra Mundial e pensar que o seu carro é um tanque nazista. Sempre que eu escuto um motor à noite, uma voz me diz para eu limpar as armas, geralmente enquanto eu espero você trazer a minha filha para casa. Assim que você chegar, saia imediatamente do carro com as duas mãos à vista. Anuncie a senha e também diga em voz alta que trouxe minha filha são e salva e mais cedo do que combinamos. Volte ao seu carro imediatamente pois não existe nenhuma razão para que você entre na minha casa com ela. Se você se assuntar com alguém atrás das folhagens da garagem, pode ficar com medo pois pode ser eu com uma roupa de camuflagem.

Tenha um bom dia!

PS: Estas brilhantes regras foram escritas por Jack Yoest e adaptadas para a minha realidade já que eu nunca frequentei o exército como ele. Mas eu posso me esqueçer que sou a favor do desarmamento e aprender a usar uma arma com bastante rapidez, caso haja necessidade :)

6 de janeiro de 2006

Descaso Completo

Uma foto essa semana me marcou profundamente. Foi publicada no jornal "O Globo" em função de uma matéria sobre a população de rua que vive na Zona Sul. A foto é marcante:


Mostra o total descaso meu, seu, nosso do que acontece na nossa cidade e no nosso país. E o pior é que a reportagem fala apenas dos problemas que a mendicância traz ao turismo, como se a população de rua fossem a gigoga do calçadão.

Eu acredito que daqui a cem anos, os nossos descendentes irão se perguntar como era possível a sociedade conviver com este tipo de abandono, da mesma forma que perguntamos hoje como os nossos ancestrais conviviam com a escravidão.

Uma outra manifestação artística que resume bem o nosso descaso é a música muito interessante me chegou por email. Sintetiza, com maestria, a hipocrisia e o descaso da classe média da sociedade dita "desenvolvida". A música é de Max Gonzaga e foi uma das semi-finalistas do festival da canção da TV Cultura de 2005. Que aliás foi muito bom.

2 de janeiro de 2006

Porque os projetos open-source não são anunciados na mídia?

Uma das minhas paixões e lutas constantes é pelo uso de software livre (SL) em todo o universo. Acredito piamente que o uso de SL poderá trazer inúmeros benefícios para a sociedade não só pelo seu aspecto libertário como também pelo aspecto educacional.

Em Novembro de 2005, participei da II Seminário Nacional de Tecnologia da Informação e da Comunicação na Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro. É um evento voltado para a governança em TI e sobre estratégias do uso de TI nas empresas.

O evento foi de altíssimo nível e contou com a participação de altos executivos e gerentes de TIs do governo e do meio acadêmico e os palestrantes foram em sua grande maioria muito bons.

Uma das palestras que não pude perder foi sobre "Decisão Estratégica: Windows x Linux". Foram 4 palestrantes: o Coronel Carlos Gil do Exército Brasileiro, Ulisses Pena do Banco do Brasil, José Borba Soares do Ministério do Planejamento e o Prof. e advogado Carlos Pereira da FGV.

Fiquem impressionado com as metas e projetos baseados em software livre que estão sendo feitas nas três entidades, principalmente no Banco do Brasil. O projeto do Exército é bem ambicioso, pois pretende estar rodando apenas software livre em até 95% de suas instalações. O Coronel Gil foi brilhante na sua explanação e se mostrou conhecedor da questão entre software livre e proprietário. Foi muito bem ao conseguir habilmente dar a palestra sem citar o nome de nenhuma empresa - só se referia a uma determinada empresa como "a monopolista" :)

O Banco do Brasil também impressionou: já iniciou a substituição de todos terminais de atendimento para Linux e sua meta e expurgar o MS-Office de todas as estações, mesmo as que permanecerem com Windows. O que mais me impressionou na palestra do BB foi a preocupação que eles tem em contribuir com código e documentação para a comunidade. Eles contribuem com o Squid e com o Help do OpenOffice!

Ficou claro que a direção de TI do BB entendeu muito bem que a maior força do SL está na participação dos usuários na contribuição e não apenas no uso. Quando a empresa ou indivíduo entra com a mentalidade apenas de usar e abusar do SL sem dar contribuições financeiras, em código ou em documentação, segue o mesmo raciocínio que o Tio Bill, buscando o máximo de lucro, oferecendo o mínimo possível para a comunidade.

O advogado e professor da FGV também foi muito bom, fez uma explanação simples e clara dos aspectos jurídicos do uso de SL e disponibilizou a apresentação com a licença CC (Creative Common)!

Entretanto, o que me chamou a atenção mesmo foi: porque esses projetos não estão aparecendo na grande mídia de TI tupiniquim? Porque a InfoExame, por exemplo, dá mais valor a troca do diretor de TI da empresa X e Y, dá a notícia desses utilitários sem expressão mas não mostra iniciativas como essas?? Coisas da Editora Abril...

Nessa mesma semana, me deparei com um artigo muito bom da ZdNet que acho que responde a minha questão. Eles explicam que a Microsoft e outras empresas afins estão fazendo muita pressão com as empresas que visam o software livre e fazem de tudo para acabar com o projeto em andamento, até mesmo procurando descobrir quem é o mentor do projeto e tentar demití-lo!!!

Quem quiser dar uma olhada no artigo, veja em:

Why open source projects are not publicised

Eles estão jogando pesado por exemplo com o Dept. de TI de Boston (que buscava apenas softwares com padrão aberto) e finalmente esta semana o diretor foi exonerado após uma campanha difamatória feita pelo Boston Globe.

Da mesma forma, a prefeitura de Munique, que está substituindo todas as estações pela distribuição Linux Debian, está sofrendo ataques constantes da mídia que só começou a divulgar o projeto quando ele atrasou...

Aqui no Brasil, o jogo já está pesado também: um amigo bem chegado me testemunhou que sofreu ameaças de uma multinacional do ramo de ferramentas de desenvolvimento por ele estar falando bem do software livre em listas de discussões. Enviaram uma notificação para a empresa dele, dizendo que ele estava usando software pirata!! E o pior é que a empresa dele nem computador tem e na casa dele só roda Linux!!! Ele prometeu que irá usar o dinheiro da ação cívil que ganhará na justiça contra a empresa para doar a projetos de software livre.

Outro caso interessante foi citado pelo Clóvis, um colega do site VivaoLinux. Disse que, em novembro de 2005, houve também o lançamento do Mandriva 2006 em um hotel proximo a região da Av. Paulista e a presença da imprensa foi nula. Nenhuma nota na Folha de São Paulo ou em nenhum outra publicação especializada. Lá estavam o gerente de TI das Casas Bahia (onde 100% do sistema é linux), o responsavel pela Conectiva no Brasil, uns dos cabeças da Mandriva da França, um representante da HP se não me engano da California, entre outros muitos empresários e gerentes de TI de grandes empresas...

Enfim, o objetivo do post foi divulgar os inúmeros projetos que o governo está realizando com software livre e convocar a todos que divulguem seus casos de sucesso para que os empresários se sintam motivados em experimentar o software livre.

Saúde e Liberdade e até a próxima!