10 de setembro de 2014

Reserva de Mercado 2.0

Uma nova lei acaba de ser promulgada que vai mexer muito com o mercado de Cloud Computing. No mês de agosto de 2014 foi publicado o Ato Declaratório Interpretativo (ADI) RFB 07/14 sobre as incidências tributárias aplicadas sobre as contratações de infraestrutura no exterior para armazenamento e processamento de dados para acesso remoto, ou seja, na contratação de Data Centers no exterior. De acordo com o Ato, serviços de Data Center no exterior, passarão a ser tributados em 34.25%. Some-se a isso os 5% devidos aos Municípios a título de ISS conforme tabela abaixo. Este recolhimento e repasse deverá ser feito pela empresa ou pessoa física que CONTRATA o serviço.

Assim, se você hoje contrata um servidor CLOUD na Amazon, Microsoft Azure, Google Apps, Digital Ocean e tantos outros provedores, você terá que pagar um DARF com uma aliquota de 34,25% sobre o valor pago ao provedor!

Com esse aumento, o custo total de contratação de Servidores Clouds pode ficar mais caro que os praticados aqui no Brasil.

Vamos a um exemplo: hoje se paga R$150,00 em média por um servidor low-end da Locaweb ou Mandic. O mesmo servidor na Amazon custa R$80,00. E o mesmo servidor na Digital Ocean sai por R$45,00. Ou seja, se considerarmos a aliquota de 39%, um servidor da Amazon AINDA sairá mais barato que o similar nacional.

Ou seja, mesmo com o aumento, ainda fica mais vantajoso. Entretanto não tenho experiência com a cotação de servidores mais "parrudos", ou então de servidores que tenham outros serviços disponíveis tais como acesso ao S3, Load Balancing, Proxy Reverso, etc.

Quem ganha imediatamente com a nova lei:

como sempre, o Estado que passa a arrecada mais. :/


Quem PODE ganhar com a nova lei: 

  • os provedores nacionais CASO as empresas prefiram migrar seus servidores para Data Centers nacionais. A Mandic, por exemplo, já enviou emails para todos os clientes e ex-clientes informando sobre a nova lei, quase como dizendo, migre para nós que é mais seguro....
  • E caso essa tendência se confirme, os profissionais de Infra-estrutura também serão beneficados pois as ofertas de emprego crescerão sensivelmente com o aumento da demanda.


Quem perde com isso: 

  • os desenvolvedores de software e clientes que terão que pagar pelo menos 35% mais caro pelo serviço!!
  • a produtividade das empresas nacionais pois muitos serviços tais como Azure, Google Apps não tem similar nacional. E isso aumentará a barreira de entrada para quem está iniciando o uso de Cloud Computing principalmente para estruturas não-triviais de balanceamento que necessitam de várias VMs.
  • Teremos mais um imposto, mais uma burocracia, mais lançamentos contábeis que em NADA agregam para o negócio!

Ficam no ar (e não na nuvem) as seguintes questões:

  • Como será feita a cobrança ? O próprio contribuinte terá que calcular sobre o valor pago a terceiros ? 
  • Data Centers no Brasil (tal como Amazon) mas que são pagos via cartão de crédito internacional também entram nessa aliquota de imposto ?
  • E o mais importante: um serviço online tal como Dropbox, Microsoft Azure, Google Apps e Amazon S3 entram nessa conta ? Pois você não está contratando um Data Center e sim um serviço online. Se as empresa contratadas utilizam um Data Center para prover este serviço, aí já não é um problema seu! Em contra partida, se seguirmos nessa linha, uma VM é uma máquina virtual e não um aluguel de Data Center, não é ?

Para ler a lei integralmente, clique aqui


7 de agosto de 2012

O Mestre apertador de parafusos

Atualmente, trabalho remotamente com vários desenvolvedores em vários pontos do Brasil. É uma experiência muito rica pois, mesmo estando todos no Brasil, trato com pessoas com culturas, gírias e comportamentos distintos.

Todos são ótimos profissionais do ponto de vista técnico, mas muitas vezes um tanto inocentes em relação ao trato com o dinheiro e com o valor do próprio trabalho. Um dos pontos que mais me incomoda é quando peço uma tarefa e o desenvolvedor diz que não irá colocar aquela tarefa em sua planilha de horas por tê-la feito muito rápido.

E para eles gosto sempre de contar a fábula do "Mestre apertador de parafusos":
Um navio chegou em um porto distante e estava com um problema no motor. Chamaram um mestre que trabalhava há muito tempo no porto para fazer o orçamento e ele cobrou 10.000,00 para consertar o motor. 
Como era perigoso sair do porto com o problema no motor, o capitão do navio aceitou o orçamento, mas foi acompanhá-lo no serviço. 
O sujeito entrou no navio, analisou o problema, pegou uma chave de fenda e apertou 2 parafusos. O motor na mesma hora passou a funcionar corretamente. 
O capitão chegou e falou: você vai me cobrar 10.000 por ter apertado 2 parafusos???
O técnico então falou: não senhor! Para apertar os parafusos, eu cobro apenas R$1,00!! Estou cobrando 9,999,00 pelo meu conhecimento de saber QUAIS parafusos eu preciso apertar!!
Ou seja, temos que saber mensurar o valor correto do nosso trabalho, não só em termos de horas trabalhadas, mas também no valor que o trabalho representa em termos do conhecimento empregado. Muitas vezes, um atributo novo em um CSS agrega muito mais valor do que 100 linhas de código!

Enfim, fico sempre atento para nunca fazer o papel do capitão do navio que não reconhece o trabalho de quem lhe conserta o navio. O reconhecimento do trabalho de uma pessoa tem um valor inestimável principalmente quando o reconhecimento vem dos seus pares. É fundamental que o gestor ou coordenador de projetos fique sempre atento a essa questão.

Para completar: em meus 25 anos de experiência profissional, consegui identificar 3 tipos de capitães em relação ao reconhecimento de seus marujos: o atento, o distraído e o ganancioso. O atento é o que busca reconhecer os esforços de sua equipe e a retribui tanto em forma de elogios, mas também financeiramente. O ganancioso é o que sabe que sua equipe é boa, mas não a reconhece publicamente por inúmeros fatores espúrios.

Contudo, a maior parte deles se encaixa na categoria dos distraídos: estão tão entretidos em suas tarefas diárias que não conseguem perceber/divulgar o mérito de sua equipe. E dentro dessa categoria, tem muito capitão de navio que não reconhece o trabalho alheio por ignorância, ou seja, por não perceber que aquele trabalho tem um valor agregado que não se contabiliza no número de parafusos apertados. 

Nestes casos, cabe ao mestre, ao artesão, ao técnico, nós, desenvolvedores de software, engenheiros, etc mostrar o valor de nosso trabalho. Passar a odiar o capitão não vai resolver o seu problema. Tente se colocar no lugar dele pois mutas vezes ele só está precisando que lhe abram os olhos!

Boa semana a todos!

3 de junho de 2011

Compatibilidade de MP3/MP4 com Linux e Ubuntu

Eu tenho 3 filhos adolescentes. Todos os 3 usam Ubuntu já que este é o único sistema que eles tem em casa. Usam sem muitos problemas, fazem seus trabalhos de escola, acessam Internet, ficam no bate-papo e baixam suas músicas via torrent.

Apesar das meninas reclamarem que o MSN não fica igual a das amigas, usam e já se acostumaram com os recursos que o Linux oferece. Meu filho já joga Cube Assault em rede com os amigos e me ganha sempre.

Entretanto na hora de usar MP3, sempre surge um problema. Até o Suffle 2nd gen (aquele quase quadradinho com o botão), o Rythmbox e o Banshee sempre funcionaram. Entretanto a partir do 3rd gen (o mais fininho sem nenhum botão), eles paráram de funcionar.

Quando o 3rd gen pifou, eu pensei: vou procurar um que seja compatível com Linux! A primeira tentativa foi um xingling parecido com o 2nd gen. Eu já tinha visto ele funcionando bem no Linux e como era R$45,00, não duvidei.

Comprei no Mercado Livre e logo ao abrir, vi uma mensagem do vendedor: para que ele funcionasse "só podia ficar 1h carregando". Coloquei ele para funcionar de primeira, copiei as músicas, uma pechincha! Qualifiquei o vendedor positivamente e...

No segundo dia de uso, eu deixei ele carregando e quando fui usar de novo, adivinhem: ele pifou!!! Não dá mais sinal de vida. Ou seja, estratégia brilhante do vendedor: quem é que vai lembra de tirar o Mp3 da USB com 1h de carga?

Ninguém. Assim quando ele pifar, eu tenho o argumento: eu avisei que só podia ficar 1h. Deixou mais tempo, o problema é seu.

Enfim, depois do prejuizo de R$45,00 fui experimentar algo melhor que o xing-ling. Comprei assim um Mp4 Philips GoGear 4Gb (Modelo SA2VBE) por R$175,00 pois tinham uns relatos na Internet de que ele funcionava bem no Linux apesar da especificação (como sempre) só indicar compatibilidade com Windows.

Pluguei ele no USB e o Ubuntu 10.10 reconheceu de primeira. Fui então no Rythmbox e.. nada. Ele não achou o dispositivo. Fui então para a Internet e achei a solução em uma lista italiana:

Na raiz do dispositivo, crie o arquivo: .is_audio_player com o conteúdo:

audio_folders=Music/
output_formats=audio/mpeg,audio/flac,audio/x-ms-wma,audio/mp4,audio/audible
input_formats=audio/mpeg,audio/flac,audio/x-ms-wma,audio/mp4,audio/audible
folder_depth=1
playlist_path=PLAYLISTS/%File
playlist_format=audio/x-iriver-pla
E voilá, você conseguirá copiar suas músicas utilizando o Rythmbox ou Banshee.

Como ninguém é perfeito, ele não reconhece os formatos ogg nem m4a


Minha recomendação: antes de comprar um MP3/MP4, dá uma olhada nessa lista de compatíveis.   que está sendo construída com aparelhos que funcionam no Linux.

Enfim, posso dizer que agora sou um usuário feliz Philips, livre do jugo da Apple, com um MP4 com rádio FM, gravador, etc.

5 de maio de 2011

Como se ganha dinheiro com software livre?

Para quem sempre se pergunta: como esses geeks ganham dinheiro com software livre ?

Eles ganham dinheiro quando empresários ou orgãos governamentais percebem que podem economizar muito dinheiro substituindo seus sistemas legados por sistemas baseados em software livre.

Quando estas empresas não tem pessoal com experiência no assunto ou quando a substituição é muito grande e não pode ser feita exclusivamente pelos funcionários da empresa, contrata-se uma consultoria especializada em software livre.

Consigo ver 4 tipos de serviços que estão sendo prestados no Brasil: 

Treinamento do pessoal de TI: é contratado quando a equipe de TI ainda não tem muita experiência com Linux ou quer resolver rapidamente um problema específico. Geralmente é feita durante a migração seus sistemas para ferramentas baseadas em software livre. Não só servidores Linux com Samba/LDAP mas também na implantação de outros serviços como banco de dados, wikis, intranets, etc.

Tem um serviço específico que promete se difundir muito que é a consultoria online onde uma empresa tira dúvidas específicas sobre uma ferramenta ou linguagem. Estou usando por exemplo o Alatazan para dúvidas em Python e Django e estou muito, muito satisfeito!


Treinamento do Usuário Final: necessário quando a empresa está em processo de migração do OpenOffice/LibreOffice. Tem muita gente ganhando dinheiro com isso e o mercado está muito aquecido. Imaginem treinar todos os usuários do Banco do Brasil ou de tantas outras empresas que estão migrando seus pacotes de escritório ?

A concorrência nessa área está muito grande. Haja visto o recente racha da "ONG" do BrOffice que foi desfeita, entre outros motivos, por conta dos serviços de treinamento.


Treinamento para Concursos: os professores de concursos públicos estão tendo que se virar para montar novos materiais para BrOffice e Linux. Os recentes concursos da Dataprev, BB e Serpro já estão pedindo explicitamente BrOffice e Linux nas provas. No Curso Radix, do qual sou sócio, o professor de Informática Renato da Costa é fera em Linux e BrOffice.

Implantação de Sistemas: aqui se pode ganhar MUITO dinheiro. Geralmente são as grandes empresas, tais como IBM, Canonical e Red Hat, são as contratadas para este tipo de serviço mas dá para ganhar dinheiro também nas micro e pequenas empresas que estão fartas de perderem tempo (e dinheiro) com vírus, antivírus e afins.

Exemplo: http://www.canonical.com/content/lvm-convert-10000-corporate-desktops-ubuntu-services-canonical

O mais interessante é que, a medida em que mais empresas forem utilizando esses serviços, mais profissionais estarão investindo em teste, desenvolvimento e documentação destas ferramentas e isso trará maior qualidade ainda a todos os sistemas baseados em software livre e mais pessoas passarão a se interessar por estas ferramentas.

22 de fevereiro de 2010

A arte moderna e o software livre

Hoje o BrOffice alcançou a marca de 5 milhões de downloads. Esta seguindo a mesma curva de crescimento do Firefox. Começa devagarinho, as pessoas vão aprendendo, vão se dando conta dos benefícios e aí começamos a quebrar os pés dos gigantes.

Ou resumindo em um poema:

“Eu sou trezentos, sou trezentos-e-cincoenta,
As sensações renascem de si mesmas sem repouso,
Ôh espelhos, ôh Pireneus! Ôh caiçaras!
Si um deus morrer, irei no Piauí buscar outro!”
Mário de Andrade, 1935

O cara realmente era um visionário. Ele não imaginava que iria existir software, muito menos software livre mas com certeza já imaginava que os homens iriam se unir em torno do bem comum e que iriamos desprezar quaisquer deuses construídos para nos intimidar.

Inspirado no Blog http://www.trezentos.blog.br/

Quem quiser o poema na integra, aqui está

Saúde e Liberdade!

16 de dezembro de 2009

O conto do pendrive Kingston falsificado

Perdi a vergonha e resolvi contar a todos o que me ocorreu semana passada. Estava eu passeando na Rua do Catete quando vi um camelô vendendo pendrive de 32Gb. Preço: 50 reais!! Uma barganha já que um pendrive com esta capacidade está custando entre R$100 e R$150,00.

Parei, olhei se a embalagem estava fechadinha, se tinha os logotipos e nomes iguais, etc. Fiquei receoso por conta do preço baixo mas não resisti: coloquei a mão no bolso e fechei negócio. Bobo, ainda perguntei para o camelô como ele conseguia um preço assim tão bom. Ele respondeu: "eu dou o meu jeito"...

Cheguei no escritório, abri a embalagem, coloquei o pendrive no Ubuntu e abri o GParted. Ele mostrou que não estava formatado mas reconheceu os 32Gb! Abri um sorriso e pensei: fiz um ótimo negócio.

Formatei primeiro em FAT32 e ele não reclamou. Depois reformatei em NTFS e copie um vídeo de 7Gb. Aí já começei a ficar preocupado pois a velocidade de gravação era bem menor do que eu estava acostumado. Pensei logo, por isso é mais barato! Deve ser uma versão mais antiga e talvez nem seja USB 2.0.

Ejetei o pendrive e coloquei em outro micro. Tremi! O pendrive estava vazio, nem formatado estava. Coloquei no meu micro e deu no mesmo. Sem arquivo, sem partição, só decepção.
Nessa hora, o pessoal que trabalha comigo já começou a rir e me zoar. Quem diria: o Josir, informático de longa data, cair nessa. Que vergonha!!!!!

Realmente dando uma olhada na Net, vi que existem relatos mundo a fora falando deste pendrive falso e que geralmente o original vem com um número de série na base da entrada USB enquanto que o falsificado não. Percebi também que o pendrive não estava abrindo nem fechando da mesma forma que outros Kingstons.

Enfim, achei importante deixar registrado aqui para que os incautos como eu não percam 50 pratas. Pior foi o cara que antes de mim, tinha comprado 4 do mesmo camelô. Esse deve estar se rasgando :))

12 de dezembro de 2009

Novo patch da Microsoft bagunça OLE Automation

Quem utiliza o OLE Automation com o Word está enfrentando um erro bravo ao aplicar o patches de atualização de Dezembro do MS-Office. Após a instalação do patch, qualquer aplicação que utilize OLE Automation recebe a mensagem de erro "O Word não pode iniciar o conversor MSWRD632.WPC"

Se você fizer uma busca rápida no Google, verá que a solução inicial dada pela Microsoft é ridícula: "Utilize o Word Viewer 2007" ao invés de utilizar o Word. Traduzindo: utilize o DOC apenas para leitura e se quiser alterá-lo, pare de usar o documento no formato DOC e passe a usar o DOCX. Ponto Final. Simples, não é?

Ou seja, a solução que eles oferecem é abandonar o formato DOC e deixar todas as máquinas que não tem Office 2007 sem acesso ao arquivo... Em uma instalação com 200 máquinas com Offices distintos, imaginem o transtorno!

Graças a Deus que eu já converti a grande maioria dos OLEs do Word/Excel para OpenOffice. A conversão foi justamente para evitar este tipo de problema!!

Felizmente, a correção da bagunça é simples. Tem-se que inserir uma nova chave no registro do Windows (funciona no XP, 2000, Vista e Windows 7).

Montei 2 tutoriais: um para profissionais de TI experientes e outra para usuários leigos ou com pouca experiência com o Registro do Windows.

Para os profissionais:

Para Windows 32 bits:

HKEY_LOCAL_MACHINE\Software\Microsoft\Windows\CurrentVersion\Applets\Wordpad

Para Windows 64 bits:

HKEY_LOCAL_MACHINE\Software\Wow6432Node\microsoft\Windows\CurrentVersion\Applets\Wordpad

Caso a chave Wordpad não exista, crie a nova chave.

Em seguida, crie uma variável DWORD com a seguinte chave: AllowConversion com o valor 1

Para quem não tem muita intimidade como o REGEDIT, segue o passo a passo:

1) Vá em Iniciar / Executar e digite REGEDIT. Navegue na árvore até achar a chave

HKEY_LOCAL_MACHINE\Software\Microsoft\Windows\CurrentVersion\Applets\

2) Clique no item Applet. Dê clique-direita e escolha a opção do menu Novo / Chave. Escreva Wordpad.

3) Clique no item Wordpad recém criado, dê clique-direita e e escolha Novo / Valor DWORD

4) Digite AllowConversion no nome da variável e pressione ENTER.

5) Clique-Direita no AllowConversion, e escolha a opção Modificar.

6) Digite no campo de valor o número 1 e clique no botão Ok

Fonte: Blog do Technet

28 de maio de 2009

Implantação de software livre mundo a fora

Semana passada, uma ótima notícia quase passou despercebida pelo mundo do software livre. Foi empossado como Diretor de TI do Banco do Brasil, o funcionário de carreira José Francisco Alvarez Raya e a Sra.Maria da Glória Guimarães, antiga diretora, irá provavelmente para o Nossa Caixa.

Porque essa é uma ótima notícia : porque ambos são grandes incentivadores do software livre e provavelmente vão continuar a modernização do parque do BB. Além disso, a antiga diretora provavelmente vai seguir na mesma linha de implantação do SL em mais um banco nacional. Além da infra-estrutura de servidores, eles estão com o projeto adiantado de substituição de MS-Office pelo BrOffice já 2 anos. E tem gente que diz que o BrOffice não está pronto para ser utilizado profissionalmente...

Entretanto, mesmo com todo o investimento em software livre feito pelo governo, proporcionalmente o Brasil ainda está engatinhando no desenvolvimento e migração de software livre. É o que mostra o estudo feito pela Red Hat em conjunto com uma universidade americana. Proporcionalmente, quem mais investe em software livre é a França e a Espanha!

Ou seja, mãos a obra pessoal que a gente ainda tem muito chão pela frente para implantar o mundo livre neste Brasilzão!

17 de maio de 2009

Como implantar o OpenOffice nas empresas

Uau!!! Em meu último post, tive mais de 13 comentários: pelo visto a guerra dos Offices interessa a muita gente e trouxe uma discussão acalorada pela primeira vez no meu humilde Blog.

Por conta disso, resolvi explicar um pouco melhor como acredito que se deva implantar o OpenOffice nas empresas e dar algumas dicas para o implantador.

Implanto sistemas a 22 anos e posso garantir que o OpenOffice deve ser implantando da mesma forma que qualquer outro sistema de informação: paulatinamente, aos poucos e principalmente com a participação e interação constante de quem vai usar o sistema, o chamado "usuário".

A princípio, este termo "usuário" já é complicado: geralmente é usado para pessoas que usam computadores, transporte de massa e drogas ilícitas... Ou seja, só coisa ruim :) Ninguém fala: usuário de vinho, ou usuário de chocolate. Mas como a indústria usa o termo, vamos seguir...

Se a empresa já utiliza o MS-Office, a pior alternativa para o Integrador ou Analista de Sistema é fazer um "Big Bang", ou seja, retirar o MS-Office e colocar o OpenOffice. Qualquer Big Bang é traumático e traz uma antipatia completa dos usuários. Big Bang é prática de implantador de SAP que empurra goela abaixo do usuário uma solução que quase sempre não é aprovada por quem vai efetivamente utilizar o sistema.

A melhor forma de introduzir o OpenOffice em empresas é manter o Office nos micros que já tem a licença e instalar o OpenOffice para que os usuários possam conhecer a ferramenta e descobrir que ele é "quase igual" ao MS-Office. Como qualquer ferramenta, ele deve ser experimentado e manuseado para que o usuário passe a usá-lo.

Antes de iniciar, vale aqui contextualizar as dicas: o meu foco são PME - pequenas e médias empresas. Grandes empresas ainda não estão interessadas simplesmente porque um 500.00 reais é pouco dinheiro no orçamento delas.

Quem se preocupa com licenças é a pequena empresa pois o preço de 10 licenças de Office equivale ao preço de uma máquina. Se não tem jeito, ele compra mas se tem alternativa viável, ele vai testar esta alternativa.

Dicas de Implantação

1) Instale o OpenOffice em todas as máquinas da empresa. Com isso, todos poderão abrir arquivos ODF. Sabe aquela máquina com Windows 98 que ainda está com Office XP ? O usuário vai adorar receber um software com novos recursos!

2) O ideal é sempre fazer um treinamento formal, nem que seja de 2 horas mas se a empresa não dispõe de recursos para tal, dê 3 dicas matadoras para os usuários quando for instalar a máquina:
  • A geração de PDF para enviar documentos por email sem permitir que o destinatário possa alterar o documento. Muito útil para contratos e propostas.
  • Corretor ortográfico com as novas regras gramaticais
  • Permitir abrir qualquer tipo de planilha ou documento de texto, inclusive aqueles que chegam via email e que ele não consegue abrir.
  • Sugira que ele instale em casa. Explique que ele é grátis e menos sujeito a vírus. Passe o link do site do BrOffice.
3) Caso um usuário diga que o MS-Office é necessário, peça que ele escreva um email explicando a sua necessidade para justificar a compra da licença. Na minha experiência, na maioria das vezes ele não escreve nada porque não consegue identificar um motivo claro e objetivo. Mas em alguns casos, ele pode ter uma real necessidade do MS-Office por ter documentos complexos (com macros por exemplo) que necessitem exclusivamente do MS-Office.

4) Crie uma cultura de só armazenar documentos internos em ODF. Explique aos usuários que é um formato que poderá ser utilizado por todos e sem possibilidade de ficar incompatível a longo prazo.

5) Crie um canal de comunicação para que os usuários possam enviar documentos que tenham tido problemas de compatibilidade. Se um usuário tiver muitos problemas, não pestaneje: compre uma licença de Office para ele. Geralmente são os chamados "Power users" que identificam estes problemas e eles são os primeiros a falar mal do OpenOffice caso não sejam atendidos.

Os problemas de compatibilidade realmente existe para documentos complexos mas a questão é: quantos usuários nas empresas utilizam documentos complexos ? Quantos usuários utilizam planilhas com macros por exemplo ? Conta-se nos dedos...

A partir dessa estatística, você começa a perceber o desperdício de compra de licenças de MS-Office sem que a empresa tenha avaliado a real necessidade da ferramenta. Na maior implantação de OpenOffice da qual participei, das 40 máquinas, só 6 tinham necessidade real de utilizar o MS-Office por questões de compatibilidade. Nenhum caso foi encontrado por questões de funcionalidade, ou seja, de funções que existiam no MS-Office e não podiam ser encontradas no OpenOffice.

Você sabe que a implantação é um sucesso quando aquele usuário que antes reclamava do OpenOffice, agora está pedindo um upgrade do OpenOffice porque ele já está usando a versão 3.1 em casa e na do escritório ainda está 2.4...

9 de maio de 2009

A guerra dos Offices está apenas começando

Uma das minhas tarefas profissionais é estudar a viabilidade do OpenOffice nas empresas e como tornar a migração do MS-Office para o OpenOffice o menos traumática possível para o usuário. A idéia central é sempre conquistar o usuário para que ele perceba que as diferenças entre o MS-Office e o OpenOffice não compensam o preço de uma licença de R$1.000 por máquina e que o OpenOffice tem vantagens competitivas muito interessantes.

Nos últimos três meses, diversas notícias tem me chamado a atenção e comprovam que a guerra dos Offices está apenas começando e achei interessante compartilhar este recorte com a comunidade.

A primeira é uma notícia antiga mas só agora pude testá-la: foi a implementação do Vero - que é o verificador ortográfico do BrOffice (versão OpenOffice brasileira). O Vero já incorpora o acordo ortográfico da língua portuguesa e está azeitado - funcionou muito bem comigo. Enquanto isso, a Microsoft já declarou que só lançará uma versão do corretor com a nova norma em 2011!!!

Por conta disso, tenho um cliente que já baixou uma norma na empresa que qualquer documento externo deve ser corrigido pelo OpenOffice antes de ser enviado para os clientes. Ou seja, apesar de grande parte da empresa ainda utilizar MS-Office, eles estão incorporando o OpenOffice na rotina diária da empresa e os poucos micros que ainda não tinham OpenOffice, tiveram a suite instalada. Se você quer aprender a instalar o corretor, veja aqui

O que os usuários podem começar a pensar? Por que eu vou usar o MS-Office se eu posso utilizar direto o OpenOffice?

Uma outra grande vantagem de se utilizar o OpenOffice: ele abre arquivos no formato DOCX e XLSX! Aí você pode indagar: ué, o MS-Office obviamente também faz isso!!! Eu vou responder: não caro amigo! Somente o MS-Office 2007 faz isso. Se o parque de computadores da sua empresa for heterogêneo, com várias versões do MS-Office, as versões mais antigas não conseguirão abrir!

Me diga se isso já não acontece na sua empresa: um usuário recebe uma planilha em XLSX via email e tem que pedir para o amigo do lado converter ou então pedir ao fornecedor que envie no formato XLS. É uma perda de tempo, concorda ? Enfim, é uma torre de Babel!!

Dicas de como solucionar este problema:

Solução 1: Utilize o OpenOffice 3! Ele abre todos os tipos de arquivo: ODS (nativo do OpenOffice), XLS (versões anteriores do MS-Office) e XLSX (Somente MS-Office 2007). Essa é mais uma razão que faz com que os departamentos de TI estejam se movimentando para instalar o OpenOffice em conjunto com o MS-Office.

Solução 2: Faça o upgrade de todas as máquinas. Dê essa sugestão para o seu chefe ou para o financeiro da sua empresa, eles vão adorar :)

Solução 3: Aplicar o novo patch da Microsoft para ler XLSX através do MS-Office 2003. Por conta da reclamação dos usuários e da solução OpenOffice, Redmont foi obrigado a lançar um patch para que este pudesse ler os novos formatos. Na verdade, ela relutou muito em lançar este patch pois queria, como sempre, forçar o upgrade para versão 2007. Como as empresas não estavam fazendo o upgrade, ainda mais por conta da crise, ela teve que lançar o patch...

Penúltima notícia do front: a Microsoft lançou um patch para que o ODF pudesse ser lido! Ou seja, apesar da alegação constante de que somente uns gatos pingados usam OpenOffice, eles tiveram que lançar o patch. É um sinal que tem muita gente reclamando, concordam?

Mas eles não iriam capitular assim tão fácil: o que parecia ser uma solução para usuários, se tornou mais um capítulo para esta guerra. Os conversores para ODF vieram com defeito e a Microsoft não quer consertar. Não se pode garantir essa conclusão, mas não fica parecendo que eles lançaram o patch apenas para denegrir a imagem do ODF, lançando a idéia de que ele é instável... É a velha tática FUD tão utilizada pela Microsoft.

Como eu disse no título: a guerra está apenas no início e como em toda guerra, as primeiras baixas são sempre a verdade e os inocentes usuários...

Links:
Como instalar o BrOffice
Como instalar o Vero

21 de abril de 2009

Borland, Novell e a crise

Esta semana li uma nota de rodapé na SD Times da segunda quinzena de Abril que me deixou pensativo. A Borland sofreu uma queda de receita de mais de 100 milhões. No mesmo rodapé, mais adiante relatava que o faturamento da Novell cresceu 25% no ano de 2008.

Mas o pessoal mais conservador pode pensar, essas empresas que trabalham com software livre devem ter um faturamento pífio. Por isso a revista fez questão de registrar: o faturamento girou em torno 600 milhões de dólares.

Sinal dos tempos: enquanto uma empresa insiste nas suas ferramentas ALM cheia de amarras e proprietária ao extremo (para se ver a API é uma burocracia), a Novell vem crescendo a olhos vistos com ferramentas abertas que tem se tornado cada vez mais produtivas e mais palatáveis no ambiente corporativo.

Dando uma pesquisada, podemos até ler o transcript da reunião da Red Hat onde eles discutem o resultado de como o Linux tem dado suporte aos produtos lucrativos. Bem interessante de ler como funcionar um board de uma empresa aberta americana.

Alias, eu vi uma demonstração do Groupware da Novell e meu deu uma pontinha de vontade de abandonar o meu bom e velho Thunderbird...

Como dizia o Marvin Gaye: What's going on ?

12 de abril de 2009

Western Digital SCAM

Depois de um tempo afastado do blog, achei importante preparar este texto para ajudar os incautos para que não caiam no golpe da Western Digital.

Comprei para um dos meus cliente um HD externo Western Digital World Edition. É um HD externo que tem entrada apenas pela Ethernet, ou seja, não existe entrada via USB ou Firewire e a única forma de acessá-lo é via cabo de rede ethernet.

A grande vantagem nessa arquitetura (e que é indicada pelo fabricante) está na taxa de transferência maior que a registrada em uma USB pois a placa de rede é de 1Gigabit. Isto é, se você está trabalhando em uma rede onde os equipamentos estão todos rodando a 1 Gigabit (micro cliente, cabos e switch), a taxa de transferência para o HD chega próximo de 1Gigabit.

Optei por esta solução pois seria a melhor opção em termos de custo/benefício. A taxa de transferência de uma USB 2.0 é de no máximo 480Mbits mas na prática consegue-se até 300 Mbits. Taxas melhores podem ser obtidas por uma porta Firewire mas para se conseguir uma boa taxa, deve-se ter uma placa Firewire com PCI-Express (geralmente só existente em placas mães mais poderosas). Assim, a solução via Ethernet parecia ser mais adequada.

Além disso, o HD é na verdade um pequeno micro rodando Linux internamente. Assim, em tese você poderia customizá-lo e atualizar o software, sem perigo de vírus, travamentos, enfim, iria reunir todas as vantagens de um "servidor" com Linux. Mas como eu disse: em tese... somente em tese.

Ao começar a testar o HD surgiram os primeiros problemas. Apesar de rodar Linux, ele vem sem qualquer tipo de acesso remoto como ssh ou telnet. Assim, você não tem como acessar o Linux e atualizar o software de nenhuma forma. Ora, se eu estou comprando o HD com Linux porque os caras não liberaram o acesso para que a gente possa fazer as customizações ?

Mais um caso onde a indústria se apropria do software livre mas não entende como deve se comportar com ele. Apesar de usar o Linux, eles ficam criando amarras para que você não possa usar o hardware que você comprou!! Ou seja, um absurdo!

É lógico que o pessoal do mundo livre conseguiu hackear o bicho mas a empresa faria bonito se já facilitasse a vida do pessoal de TI, concordam ?

Mas o problema maior viria nos testes de performance. Comecei a perceber que a taxa de transferência não estava nem perto dos 500Mbits. Achei inicialmente que o problema podia ser do switch ou da placa de rede do micro cliente. Mas depois de vários testes vi que o problema estava no HD.

Após pesquisar na Net, confirmei minhas suspeitas: apesar da placa ser de 1Gigabit, o hardware não suporte uma taxa de transferência na mesma velocidade!!! Ou seja, eles anunciam que a placa de rede é de 1 Gigabit mas o hardware não suporta nem 1 / 4 desta velocidade, ou seja, é uma farsa.

Enfim, não é só no Paraguai que você compra gato por lebre. Grandes empresas como a Western Digital tem a cara de pau de vender produtos assim!!!! Tem um adjetivo muito peculiar que se usa em inglês: SCAM! E o pior, vou reclamar com quem ? Será que o Procom tem como acionar a Western Digital que está lá nos Estados Unidos ???

26 de agosto de 2007

Notebook Compaq 6210BR com Mandriva 2007

Não resisti aos preços baixos dos notebooks que entraram no programa do programa Computadores para todos do governo federal e comprei um essa semana. Depois de pesquisar por 2 semanas, resolvi comprar um HP Compaq 6210.

Obviamente, eu não iria comprar um notebook com Windows assim busquei as melhores opções com Linux no mercado. Busquei no Submarino, Americanas, Ponto Frio, Casas Bahia, DELL e algumas lojas do InfoCentro no centro do Rio. O que eu achei interessante era que todas as configurações com Linux eram low-end, ou seja, tinham pouca memória (256Mb) e com processadores mais lentos. Talvez, as empresas achem que o consumidor quer Linux para economizar e não pelas funcionalidades do sistema. Senso comum...

Muitos podem falar: pô Josir, deixa de ser radicarl!! Mesmo que o computador com Windows tenha uma boa configuração, vc vai deixar de comprá-lo para não dar dinheiro para a Microsoft? Apesar de ser realmente radical (tradução livre para radical: quem vai à raiz dos problemas), o meu raciocínio foi bem prático: se eu compro um computador com Linux, eu terei certeza que os componentes nele instalados terão drivers para Linux. Por exemplo, o DELL e o Acer que tinham uma relação custo-benefício muito boa, tinha a placa Wireless sem drivers para Linux!

Pois bem, as opções finais ficaram entre um Sempron da Acer, um Celeron M410 da Positivo e por fim um Sempron Compaq. Porque a decisão final caiu sobre o Compaq? Por um único motivo: a memória de vídeo. Como eu queria impressionar os meus amigos com o Beryl :), eu precisava de um notebook com pelo menos 128Mb de memória de vídeo. E o único dos modelos que tinha uma boa placa de video era o Compaq. Todos os outros só chegavam a 64Mb e assim mesmo compartilhada. O único defeito era a pouca memória RAM (256Mb) mas isso poderia ser facilmente resolvível com a compra de um pente de 512. Com isso, teria 512Mb de memória real e + 256Mb para a memória de vĩdeo! Preço R$1.7999 em 12x na Ponto Frio. R$150,00 por mês - uma pechincha.

Agora era testar o bichinho e torcer para que ele funcionasse bem com o Mandriva. O boot foi rápido e o sistema entrou com o KDE sem pedir login. A configuração vem com TUDO de importante instalado: OpenOffice 2, Firefox 1.5 com Java e Flash. Senti apenas falta do Thunderbird. Mas nenhuma outra distribuição traz o Thunderbird mesmo. O default, não sei porque, é o Kmail ou o Evolution.

Na parte de multimídia, coloquei um CD de música e ele começou a tocar imediatamente. Na parte de DVDs, a coisa já não foi tão boa. Ele so reconhece DVDs desprotegidos (sem Area). Peguei um DVD do Forest Gump do meu amigo Rodrigo mas ele não funcionou. Para quem está acostumado com a liberdade do Ubuntu, isso foi um contratempo.

Um outro ponto fundamental era a rede Wireless, principal motivo da compra do Notebook. Depois de alguns ajustes na configuração do protocolo a ser utilizado, funcionou perfeitamente com um roteador DLink DI-524. Apesar dele não alcançar 100% da conexão, a Internet roda sem problemas. Fiz uns uploads e downloads e não senti problemas na velocidade.

Os manuais vieram com instruções para o Mandriva em português e com DVD de recuperação. Enfim, sou um novo usuário feliz da Compaq. Agora é aprender como fazer as atualizações do sistema, instalar o Thunderbird e abrir o programa de DVD para ver qualquer região. Na próxima, eu vou falar como se deram estas instalações.

11 de maio de 2007

Dificuldade para achar títulos no Linux

Na maioria das resenhas que já li comparando Linux com Windows, o articulista sempre repete que o Windows tem muito mais aplicativos que o Linux. Na maioria das vezes, o sujeito repete o que já leu anteriormente em outro artigo sem parar para fazer uma simples busca no Google.

Pois bem, para facilitar o trabalho destes jornalistas preguiçosos, segue um link para que eles mudem suas concepções:

http://www.getdeb.net/

Tem software para todos os gostos! Tem programa para cadastrar receitas culinárias, simuladores de física quântica, etc.

O grande barato do site: para instalar o programa, só basta dar duplo-click sobre o ícone que o navegador do Ubuntu instala o programa sem que você tenha que se preocupar com Windows Installer, dotNet versão 1.2035324.23234 instalado e quaisquer DLLs (Damned Libraries Left everywhere).



Tenho que convir entretanto que o processo de instalação do Ubuntu/Debian tem se mostrado muito mais prático e mais amigável que outras distribuições. E olhe que eu já experimentei de tudo!!! Calma pessoal... estou falando em termos de Linux.



Para concluir: fiquei estupefato com a última InfoExame comparando o Windows Vista com o Linux. Eles deram notas muito boas para o Ubuntu!!! Não acreditei que uma publicação da Editora Abril está dando tanto espaço para o Linux e afins. Ou os censores da Editora não entendem nada de Informática e ainda não perceberam que o Linux promove a liberdade e aumentam a inclusão digital ou eles ainda não encontraram um equivalente do Diogo Mainardi para defender a Microsoft :)

Para finalizar: estou completamente maravilhado com o Beryl e seus recursos visuais. É fantástico e para quem é mais pragmático: também melhora muito a produtividade de quem necessita de vários aplicativos abertos ao mesmo tempo.

Bom fim de semana a todos!

29 de abril de 2007

Primeiro encontro de usuários do Ubuntu do Rio de Janeiro



Ontem (Sábado, 28/04) fui ao primeiro encontro de usuários do Ubuntu do Rio de Janeiro. O evento foi muito legal apesar de termos poucos participantes. O pessoal do SERPRO que patrocinou o evento foi muito simpático e atenciosos. Destroem a imagem negativa de funcionário público que a mídia tenta impor a essa classe de trabalhadores.


O local escolhido, o Centro Cultural dos funcionários do SERPRO é um lugar muito aprazível, no centro da boêmia carioca (na LAPA) e lá é servido um pastelzinho de queijo sensacional. As instalações para os micros não era muito confiável mas a disposição e criativadade do pessoal superava qq dificuldade.

Pois bem, fomos nos apresentando e apesar do link Velox disponível cair a todo instante, conseguimos mostrar vários recursos do Ubuntu para quem veio aprender algo sobre o Ubuntu. Tinha muita gente que veio para instalar o Ubuntu em seus micros. O encontro foi muito informal e, talvez pela queda constante da Internet, mais conversamos sobre nossas experiências profissionais do que sobre o Ubuntu em si.



O molequinho que aparece na foto é o meu filho João Pedro que disse que queria ir pois ele também era usuário do Ubuntu. Ele só reclamou que não tinha o Alien Arena instalado para ele mostrar que existem jogos de qualidade para o Ubuntu. Nada mais justo!



Eu, como sempre, esqueci o nome da maioria do pessoal mas guardei boas lembranças do nosso papo que discorreu sobre como o treinamento dos usuários do SERPRO foi realizado e quais as dificuldades encontradas na adoção do Linux na empresa. Aprendi muito sobre os erros e acertos do processo de aprendizado realizado por eles.

Acredito que eventos como esse vêm mostrar a disposição de nós, evangelistas em Software Livre, em mostrar às pessoas como o Linux pode ser uma alternativa melhor para toda a sociedade. Um resumo desse meu sentimento se reflete no artigo recente da Carta Maior sobre a adoção do software livre no Brasil, dizendo que este sim pode ser o revolucionário bio-combustível do Brasil.

21 de abril de 2007

O Bill Gates é tão generoso...

Esta semana, vários amigos e clientes vieram me perguntar o que eu achava sobre a notícia de que a Microsoft vai vender seus programas a 3 dólares a países "em desenvolvimento". Alguns mais sarcásticos já iniciaram a conversa trombetando que o "Linux agora morre de vez", outros me perguntaram onde podem comprar os programas a este preço, etc.



Vamos com calma pessoal! Se você quer legalizar o seu Windows/Office piratão que já não consegue mais fazer atualizações automáticas no site da Microsoft, desista. Este preço só serve para lotes de mais de 100.000 licenças e está disponível apenas para governos federais.



Mas, mesmo que estivesse disponível para pessoas físicas, ele vem a versão Windows SE (Starter Edition) que é muito limitada e com uma versão reduzida do Office. Por exemplo, na versão do Windows SE, não é possível compartilhar arquivos em uma rede local, o máximo de memória que ele reconhece é 256Mb e ele limita até a velocidade de processamento!! Ou seja, quando se abre o Office, toda a memória do seu computador será consumida e ele ficará MUITO lento.



De qualquer forma, porque toda essa generosidade do Bill Gates ? Sigam o raciocínio: os governos brasileiros, europeus, asiáticos e até mesmo alguns estados americanos estão implantando Linux nas escolas. Com isso, as crianças e adolescentes estarão sendo alfabetizados digitalmente utilizando Linux. Quando crescerem, ou tiverem oportunidade de comprar um micro para suas residências, qual o sistema que irão optar? Pelo sistema que eles já estão acostumados e não terão que pagar nada ou por um sistema caro e que terão que aprender como funciona??



E quando estiverem adultos, daqui a 15 anos??? Será que eles terão o medo que os empresários têm atualmente em experimentar o Linux ?? Eles já terão experimentado o sistema na escola e, com certeza, terão menos preconceito que nós temos atualmente.



Enfim, o Tio Bill é muito inteligente e pensa longe por isso ele é o homem mais rico do mundo! Ele está abrindo mão do lucro hoje para barrar a adoção do Linux nas escolas e continuar tendo lucro no futuro.



O que vocês acham desse raciocínio ?







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30 de março de 2007

TI brasileira crescerá em 2007

Essa semana foi alardeado nos meios tradicionais tais como Info Exame, etc. que a TI brasileira irá crescer 14,5%

Fico realmente impressionado com essas estatísticas e estudos feitos por essas grandes consultorias americanas. O 0,5% de precisão então me deixa realmente estupefato!



Gostaria muito de ter acesso à metodologia utilizada por eles para tentar entender como eles chegaram a esses valores. Principalmente no 0,5%! Mas mesmo se tivesse acesso, não teria coragem de questionar: já pensou pagar US$5.000 pelo estudo e constatar que ele tem erros grosseiros de metodologia ?? Queria ver quem tem coragem de dizer que o rei está nú.



Quem trabalha com pesquisa quantitativa sabe quão é difícil obter números significativos dessa ordem (sem ter o menor escrúpulo de informar uma margem de erro). Mas essas consultorias, com seu exército de homens engravatados, devem ter seus artifícios...



Deveriam inclusive ensinar ao Ministério do Planejamento e ao IBGE como recalcular melhor o PIB pois se o IDC conseguem prever o que ainda está por acontecer, deve ser fácil calcular o PIB de um ano que já passou. O difícil é ter coragem para divulgar a metodologia utilizada...







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10 de março de 2007

Swiftfox - exemplo de liberdade

Ontem instalei o SwiftFox - é uma versão otimizada do Firefox para Debian e para determinados processadores. Fiz a instalação sem muito entusiasmo pois achei que a melhora de performance não seria muito notável. Ledo Engano!!!



O versão otimizada para o meu processador (Athlon XP) ficou muito mais rápido que o Firefox que vem com o Ubuntu. A diferença é gritante. O interessante é que eles têm versões para Pentium M, Athlon 64, Duron e até K6-2!!!



Para instala-lo, não poderia ser mais fácil. Clique na versão do seu processador que o pacote é baixado. A partir daí é só dar duplo-clique sobre o arquivo, entrar com a senha de root que o Ubuntu se encarrega do resto.



Entretanto, o grande barato disso não é a versão específica para o Firefox mas a capacidade que a comunidade está conseguindo se mobilizar para lançar cada vez versões diferentes do sistema cada vez mais otimizada para a situação do usuário. Se isso não é o foco no usuário, eu não sei o que é...



Por exemplo, será que seria impossível que a Microsoft fizesse uma versão otimizado do Office para Athlon XP?? Claro que não é! Mas para que facilitar a vida do usuário??



Falando nisso, vou catar uma versão otimizada do OpenOffice para o meu processador - quem sabe eu não acho? E isso tudo porque eu tenho preguiça de compilar os fontes!!!



Aliás, já que estamos falando de preguiça: veja o projeto Klik que permite instalar softwares no Linux com um clique apenas independente da distribuição ou de qq outro detalhe. A base de programas que permitem esse tipo de instalação ainda é pequena mas a idéia parece ser interessante.



Instalei o Picasa por ele e realmente só bastou um clique. Melhor que isso só quando eu pensar em instalar um software e o Ubuntu adivinhar...





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19 de fevereiro de 2007

Vantagens do Ubuntu sobre o Windows

Tenho usado o Ubuntu há aproximadamente 2 anos e várias versões de Linux a mais de 4 anos. O objetivo inicial era substituir o MS-Windows o quanto antes. A prática me mostrou que tal tarefa não seria fácil de ser atingida. Muitos utilitários não se mostraram satisfatórios ou simplesmente os fabricantes/sites não davam a mínima para padrões abertos (leia-se Unibanco, Globo.com, Sony, etc) e por isso tive que manter uma cópia do Windows ativa.



Quem me conhece, sabe que sou um estusiasta pelo Linux e pelo movimento de software livre em geral. Entretanto sou um cara pragmático: quando preciso de uma aplicação e acho que o MS-Windows tem recursos melhores que o Linux ou que eu vou gastar mais tempo realizando uma tarefa no Linux, eu nem penso: uso Windows. Tive que pagar caro por isso - R$500,00 (que é o preço de uma licença do Windows XP).



A comparação aqui não é entre Linux e Windows. É bem mais específica: é entre Ubuntu 6.06 e Windows XP SP2. Não posso dizer se no Fedora, Mandriva, etc a coisa é tão simples assim por isso me concentrei no Ubuntu para realizar os testes.



A primeira grande vantagem é na visualização de vídeos e DVDs: no Ubuntu, vc não precisa baixar CODECs, XODECS, BUDEGs, vasculhar quinhentos sites de download para ter os CODECS habilitados no Windows Media Player. No Ubuntu, basta rodar o EasyUbuntu e o seu sistema está pronto para rodar qualquer vídeo! E olha que eu baixo vídeos - só de uma determinada série americana que eu adoro, eu tenho aproximadamente 100Gb de vídeos em mais de 50 episódios. A parte ruim: o Globo Media Center não funciona com ele. Só no Windows - pena para a Globo que perdeu um usuário.



A segunda é no quesito Games para crianças. Games para crianças??? É meu amigo, eu tenho 3 filhos: e isso é importante para o meu dia a dia. O Ubuntu vem como uma infinidade de jogos infantis que os meus filhos ficaram doidos. Estavam acostumados aqueles joguinhos do miniclip e quando viram a quantidade de jogos que tinham disponíveis, ficaram apaixonados com o Ubuntu. Até mesmo os games mais complexos rodam bem no Linux. Para instalá-los, bastou entrar no site do Ubuntu Games que o resto foi fácil. Fiz uma estatística esse mês e vi que as crianças não usaram Windows uma única vez!!!



A terceira: Instant Messangers: o software mais tradicional para fazer o chat na internet é o

Gaim. Esse programa dá de 10 a zero nos quesitos segurança e praticidade: testei ele com todos os serviços (Yahoo, Google, MSN, etc) e ele funcionou para todos. Na verdade, a minha filha é que testou primeiro. Como eu não deixava ela usar MSN (por questões de segurança), ela mesmo testou o GAIM e aprovou! Ela tem 11 anos: precisa falar mais alguma coisa...



A quarta e final: criar CDs e DVDs. A única palavra que resume tudo que o Linux tem que o Windows não tem é:

K3b. Com ele, vc gera os seus CDs e seus DVDs com muito mais facilidade que no Windows. Esqueça aqueles aplicativos limitados que vem com o seu CD-ROM (tipo Nero, Adaptec, etc). O K3B é muito mais completo e muito mais fácil de usar que todos juntos. Instalem e experimentem e depois deixem seus comentários.



Enfim, pela primeira vez eu encontrei um sistema que tenha vantagens consideráveis sobre o Windows. Mesmo depois da chegada do Windows Vista, pelo menos pelas resenhas que tenho lido, não acho que o novo sistema tenha vantagens sobre o Ubuntu nos quesitos acima mencionados.



Quem quiser ver um outro artigo parecido com esse que saiu recentemente, veja esse comparativo entre Linux e Vista

21 de abril de 2006

Cansado de InfoExame, UOL e correlatos ?



Quem está cansado de ler na Info Exame que o CIO da empresa XPTO trocou de carro, que um novo vírus pode apagar todo o seu computador e que o mundo é redondo e é lindo, uma ótima opção é a revista eletrônica Convergência Digital.

Ela aborda questões polêmicas no mundo de TI como a possibilidade da SAP receber dinheiro público para desenvolver software, de como estão as negociações reais da TV digital e outras cositas que não aparecem na mídia tradicional. Geralmente traz estatísticas interessantes e recentes sobre o mercado de desenvolvimento de software.

A propósito, o governo José Serra tem planos de acabar com o software livre nos novos telecentros que serão implantados na cidade de São Paulo. É uma conta exdrúxula que é feita mas que, no final, os novos micros vem com software da Microsoft e com isso, sobra menos dinheiro para treinamento dos monitores (menos geração de emprego), menos computadores (menos pessoas podendo utilizar o telecentro), ou seja, com apenas a Microsoft e vá saber quem mais ganhando dinheiro...

A revista pode ser acessada em:
Convergência Digital